Esta página se chama Sobre nós, e é sobre nós dois.
O lugar mais perigoso do mercado é o meio.
Quando as margens apertam, todo mundo faz igual: desacelera e se encosta no meio, onde o bando se amontoa pra não morrer de frio. E funciona, porque junto ninguém congela. Só que o calor ali é emprestado, o seu preço vira o do vizinho e a margem encolhe a cada ano.
Todo caminho batido já foi atalho de alguém.
No meio, você ouve do representante, do distribuidor e do concorrente que "o mercado é assim", e eles têm razão. Mas o prazo, a tabela e o desconto de feira que hoje parecem lei já foram a ideia de algum dono, até o resto copiar. Você sabe disso de perto, porque a sua empresa também nasceu de um produto, de uma forma de vender ou de uma marca que o seu setor ainda não tinha visto.
Cada um por si, e o dono por todos.
A empresa cresceu e trouxe um time maior e uma fila de fornecedores. Todo mundo cuida bem da própria parte, e o resto volta pra sua mesa no fim do dia.
Empresa que esquece a própria história acaba repetindo a dos outros.
A cada agência nova, você conta a história desde o começo. Aos poucos, o que fez a sua empresa nascer diferente vai ficando parecido com o que o setor inteiro faz, sem que ninguém tenha decidido isso.
Você já errou. A gente também.
Quase sempre pelo mesmo motivo, tentando um caminho melhor. Esse é o erro que vale a pena: pequeno, medido e apontando pra frente, como parcela da conta e nunca como resultado. O erro que custa é outro, o de quem atende o seu negócio sem nunca ter olhado direito pra ele, não se importa ou só repete a regra de sempre. Esse não ensina nada, e aqui não entra. O erro de quem tenta a gente assume junto com você, do nosso lado da mesa.
A gente não convence. Arrasta.
Você briga por um jeito novo que ainda não está claro nem pra você, e confia mais no seu faro do que no bando. A gente também é assim, inquieto e inconformado, e por isso puxa junto e segura a ponta mais pesada: tudo o que hoje volta pra sua mesa. Assim, o que você criou para de se parecer com o resto.
Segurança não é o que você procura.
Se você chegou até aqui, pode até achar que procura, mas pra segurança existem o contador e a seguradora. Comunicação muda o tempo todo, junto com o seu cliente, e quem jura segurança nisso está vendendo o que não tem. O que dá pra prometer é responsabilidade. A gente está lá pra entender o que aconteceu, o bom e o ruim, seja o erro nosso ou um que nasceu em outra área da sua empresa. Você quer alguém que invente e acelere no seu ritmo e que, quando algo der errado, não lave as mãos e saiba consertar.
Seu mercado não vai rodar igual.
O nome Glitch veio de uma frase: a gente vai bugar o mercado. Esse bug nasce do que você já criou, e por isso não se copia de um dia pro outro. Quando ele começa a rodar, a regra do setor muda de dono e quem trava é o concorrente, que agora vai ouvir que o mercado é assim.
Daqui pra frente, quem escolhe é você: essa história segue com você sozinho, arrastando os outros, ou passa a ser sobre nós dois.
Bug the market.