Esta página se chama Sobre nós, e é sobre nós dois.

O lugar mais perigoso do mercado é o meio.

Quando as margens apertam, todo mundo faz igual. Desacelera e se encosta no meio, que é onde o bando se aperta pra não morrer de frio. E funciona: junto, ninguém congela. Só que o calor ali é emprestado, é pouco, dá pra sobreviver, mas não é só isso que a gente quer.

O maior erro é errar pouco.

Sobreviver basta pra quase todo mundo, não pra nós. Somos poucos e não queremos ser a massa do bando. Queremos desbravar nossos próprios caminhos. Queremos o calor de verdade, que sempre vem com doses de caos. Pra chegar lá tem que sair do aperto e atravessar o frio por conta própria. Esse é o risco, e é a nossa escolha todas as vezes.

Inquietos, insatisfeitos, inconformados é o que somos. O resto é o que a gente vende.

A Glitch faz comunicação e tecnologia: marca, campanha, site e produto digital, e cada entrega passa pelos meus olhos antes de ir pro ar. Você talvez venda roupas, livros, cursos, carros, colchões. O ofício muda, o artesão é o mesmo: alguém que quer fazer o mundo enxergar um futuro que só existe no reflexo dos seus olhos.

A gente não convence. Arrasta.

Você briga por uma verdade que ainda não está clara nem pra você, e escuta mais o instinto do que a multidão inteira. Nós também. Por isso a gente puxa quem tem pouca fé pra dentro do processo e vicia essa pessoa em investigar o que ninguém quer olhar, em refazer o que já está pronto até ficar perfeito. Ninguém entra nesse ambiente por vontade própria, todos nós somos puxados por algo maior.

Errar mil vezes pra acertar meia.

Pra quem está espremido entre os iguais, isso soa como desperdício. Aqui é o contrário: o erro é o sinal mais valioso que a gente recebe, porque ele avisa que a coisa está viva e andando. Errar pouco quer dizer que ficamos perto demais do que já sabíamos, errar diferente diz que estamos no caminho certo.

A ideia é mais velha que a empresa.

Perseguir o erro como sinal virou a nossa Hipótese: a verdade a gente persegue a vida inteira sem alcançar, e o caminho é investigar, confrontar, absorver e agir. A verdade é a meta inalcançável que nos coloca em movimento eterno, mas o caminho é algo real, tangível, que nós aprendemos a trilhar sem medo.

Inspiração é só o começo do processo.

Sozinha, a coragem repete a mesma queda várias vezes, e isso é distração cara. O método é o que separa uma coisa da outra: a investigação antes da obra, o padrão definido antes da primeira peça, a revisão no fim. Cada tropeço entra num registro que depois vira regra, e o erro seguinte é sempre novo. É assim que se aprende a errar melhor. Dá até pra dizer: a errar certo.

Tem empresa mais segura que a Glitch, e se é isso que você procura, este é o melhor lugar pra gente se despedir. Mas se você quer criar o que ainda não existe, e construir o que ninguém acredita que é possível, a gente faz isso junto.

Daqui pra frente quem escolhe é você. Essa história segue sendo só sua, com você arrastando os outros sozinho, ou passa a ser sobre nós dois, perseguindo o desconhecido.

Glitch